Disputas no espaço marcam o novo MMO de Star Trek. Confira novas imagens e vídeo 13/11/09
Por Antonio Oliveira | 13 de novembro, 2009
Desde que foi anunciado, o MMO de Jornada nas Estrelas (desenvolvido pela Cryptic Studios) vem despertando a curiosidade tanto dos fãs do gênero (que terão ao seu dispor novidades como as disputas espaciais) quanto dos fãs da série.
Ao contrário dos outros jogos — que traziam cenários fixos a serem percorridos — Star Trek Online promete recriar todas as partes conhecidas do universo da saga, inserindo o jogador em ambientes vivos e dinâmicos, adotando como referência a linha do tempo da primeira série, na qual Spock é mandado de volta pelos anos. O resultado é o caos generalizado.
Assim como no universo de Jornada nas Estrelas, o grande foco das missões está na exploração e no reconhecimento de locais. Para tal, seu personagem tem direito de embarcar em espaçonaves das mais diversas naturezas e em alguns planetas que ainda não foram corretamente identificados (estas ações são realizadas com grupos de cinco pessoas geralmente).
Adotando a melhor posição de ataque
É claro que em meio a estas “pequenas” tarefas, inimigos vorazes surgirão. Entra em cena então o sistema de combate do MMO. O seu personagem possui algumas armas, sendo que praticamente todas contam com uma opção de disparos primários e outra de disparos secundários.
Eles são importantes por surtirem efeitos distintos nos oponentes, expondo as fraquezas destes e deixando-os abertos a ataques subsequentes. Quem quiser arriscar pode literalmente partir para a “porrada”, atacando com armas de curto alcance ou no corpo-a-corpo, que faz com que os inimigos sejam afastados.
Combates épicos
Mas não haveria graça se não existissem mais pessoas o acompanhando, correto? Por este motivo algumas das áreas comportarão combates gigantescos, com cerca de trinta personagens de uma só vez na tela, fazendo com que a estratégia assuma total controle da cena.
Mesmo para as tomadas de menor proporção, seu personagem será acompanhado pela inteligência artificial. Os personagens são praticamente autônomos, atacando e se defendendo livremente, mas você pode estabelecer regras de comportamento para melhorar suas chances de sobrevivências (o famoso sistema de Micromanaging, ou microadministração).
Recuperando os elos perdidos
Caso o seu esforço não consiga salvá-lo de um destino mortífero no espaço, não tema, pois o maior dano sofrido com a destruição da nave será refletido na sua respectiva durabilidade. Entretanto, ela reaparece, e você pode retomar normalmente suas missões.
E para os companheiros que caírem ao seu lado no combate em terra (os controlados pela inteligência artificial) resta a ressurreição, que é obtida em pontos nos quais o jogo é salvo. É claro que isso não é tudo, pois ainda resta muito a ser revelado a respeito do sistema de morte do jogo.
Sem exageros nas naves
Uma porção importante de Star Trek Online é o combate entre naves no espaço. A fórmula empregada pela desenvolvedora não foi nem a tradicional e quase entediante “clique e deixe a unidade atacando” e nem a vista em jogos de ação, com acelerações frenéticas e comandos por todos os lados.
Na realidade, o jogador terá total controle sobre os propulsores, mas com movimentos mais compassados e lentos, que exigem antecipação das ações inimigas e servem para desviar (desde que haja perícia por parte do jogador) dos tiros que chegam na direção contrária.
Agora, o que determinará de fato a eficiência dos ataques e seus respectivos tipos é a tripulação que subirá abordo. Cientistas, por exemplo, permitem a utilização de armas como os feixes Tachyon, enquanto os oficiais otimizam a utilização dos escudos, tornando possíveis deslocamentos frontais.
A máxima de que não se utilizam canhões para derrubar pardais aparece forte aqui: armas grandes e com potência excessiva são praticamente inúteis contra as naves menores e mais leves. Pense bem antes de escolher o disparo a ser dado.
Cada personagem será único
Imagine um sistema de criação de personagens similar ao de Dragon Age: Origins, contando com muitas barras deslizantes para a atribuição de características. A diferença em Star Trek Online é que as possibilidades são muito mais vastas e incluem todo tipo de físicos ou peças de roupas vistas na série e nos filmes.
Entram na mistura também algumas raças alienígenas, ou ao menos deformações tão grandes que já deixam de parecer humanas. Ver os esforços de outros jogadores online depois do lançamento será realmente divertido.
A mesma regra de personalização vale para as suas espaçonaves. Todos os jogadores iniciarão suas atividades com uma versão pequena (Light Cruiser), mas em breve receberão opções de classes (algumas maiores e robustas, mas lentas, ao passo que outras tendem a se mover mais rápido).
Esta classe influenciará diretamente o número de assentos disponíveis para cientistas, engenheiros, oficiais e demais tripulantes, cujas funções já foram descritas acima.
Ação espacial apenas em 2010
Como já mostramos em nossas prévias anteriores, você poderá escolher dentre duas principais facções para a criação do seu comandante estelar, mas por ora os detalhes das defesas Klingon e dos sistemas de trocas entre personagens ainda são escassos.
Estaremos atentos a mais novidades, mas a equipe da Cryptic Studios ainda tem mais alguns meses de trabalho pela frente, afinal, o lançamento só ocorrerá em fevereiro do ano que vem.
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