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História do Fã Clube da Federação dos Planetas Unidos
A HISTÓRIA DA FEDERAÇÃO DOS PLANETAS UNIDOS
CLUBE DE FICÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
 

Carlos Machado - Fundador
 
Pelo fato de alguns fãs-clubes brasileiros estarem fora do eixo Rio-São Paulo corre o risco de caírem no esquecimento. Dessa forma garimpamos todo material disponível a respeitos de nossas atividades e colocamos em dois DVDs e um CDROM para serem distribuídos entre os membros e/ou interessados no assunto. Dessa forma garantimos que nossa história não ficará no esquecimento.
 
 
O EMBRIÃO – O NASCIMENTO DE UMA ESTRELA
 
O clube foi idéia de Carlos A. Machado e de Túlio Paes Leme que cansados de serem trekkers solitários procuraram outros fãs como eles na cidade de Curitiba. Em novembro de 1991 reuniram-se pela primeira vez (não existe fotografia) na residência de Carlos, para assistirem alguns episódios das séries e trocarem idéias. Durante o ano eles continuaram se reunindo e amadurecendo a idéia de formar um fã clube oficial. Finalmente em novembro de 1992 promoveram uma grande convenção para a fundação do clube, que contava então com 10 integrantes que fariam parte do grupo representante da Frota Estelar Brasil no Paraná. Nossa intenção inicial era representar a Frota Estelar Brasil, que havíamos conhecido através do Programa do Jô (ver foto fundação). Divulgando nosso interesse conseguimos cerca de dez integrantes que empolgados com a idéia participaram do embrião. Fui pessoalmente a São Paulo participar de uma convenção da Frota para acertarmos os tramites. O clube se chamaria “Nave Auxiliar Galileu”, tendo como presidente interino da seção paranaense o Sr. Carlos Alberto Machado, no posto de primeiro oficial. No início a idéia de representar a Frota por aqui foi bem aceita, mas depois que realizamos a primeira convenção local em nome da Frota (veja foto histórica na Secretaria de Cultura e Esporte do Estado do Paraná), as intenções por parte deles, mudaram e exigiram muito de nosso pequeno grupo. Resultado: naquele mesmo dia resolvemos fundar por nossa conta e risco a Federação dos Planetas Unidos e deixamos isso claro para a Frota de São Paulo que exigiu uma posição. Assim nasceu a Federação dos Planetas Unidos clube que tinha como propósito principal divulgar ciência, ficção e tecnologia em nossa cidade, pelo que sabemos o primeiro fã clube paranaense. Apesar de não visarmos lucro como uma empresa, éramos vistos pela Frota como adversários. Tentei amenizar essa impressão convidando o Luiz Navarro para palestrar em nossa primeira Mega Convenção de FC (ver detalhes mais abaixo), que declinou do convite enviando em seu lugar o vice-presidente do clube, Aldo Novak.
Durante um ano o clube organizou convenções mensais abertas ao público no auditório da Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo do Paraná onde fazíamos mostras de filmes em telões, realizávamos palestras e debates com os participantes. Existiam os integrantes da diretoria e os associados, que pagavam uma pequena taxa mensal que possibilitava renovação de fitas e custos de cópias dos filmes exibidos. Tínhamos até bandeira! O diferencial para o símbolo americano da Federação ficou por conta do cruzeiro do sul acrescentado a seu bordado (veja arquivo de fotos). Em setembro de 1993, o clube contava com 14 integrantes na diretoria e cerca de 150 associados.
 
DISSIDÊNCIA SURGE O “SOL SECTOR”
 
Em outubro, faltando um mês para a grande convenção comemorativa do primeiro aniversário da Federação que teria lugar num dos auditórios do Clube Curitibano, 7 integrantes da diretoria por motivos pessoais se desligaram oficialmente da Federação e criaram um novo clube denominado Sol Sector. Possivelmente escolheram esse nome por se tratar de título similar ao da Federação em um universo paralelo apresentado nas séries de Star Trek. Passaram a realizar suas reuniões também mensais no clube curitibano. A partir daquele momento a Federação recolheu-se e passou a existir momentaneamente apenas nos corações de seus membros fiéis, os antigos e alguns novos que se juntaram ao grupo, voltando a reunir-se na residência de Carlos onde se atualizavam com referência ao mundo trekker.
 
RESSURGE A FÊNIX
 
Aos poucos a Federação retomou a vontade de se tornar atuante. Durante algumas reuniões cogitou-se mudar o nome do clube e entre os nomes sugeridos, o que atraiu a maioria dos presentes foi “Zona Neutra”. Posteriormente, pensando melhor, foi decidido por unanimidade que o nome deveria permanecer o mesmo, já que alguns integrantes, ainda eram os mesmos que o fundaram. E também porque faziam parte do clube fãs apreciadores do vulcanos, klingos, andorianos, e vulcanos, o que tornava esse o nome mais apropriado. 1Assim, tal como a Fênix, a Federação dos Planetas Unidos renasceu das cinzas, comemorando seu segundo aniversário como clube oficial, com uma grande exposição trekker, que teve lugar na Gibiteca do Solar do Barão, de 11 de novembro a 08 de dezembro de 1994, com ampla divulgação pela imprensa (ver fotos). Foi exposta uma grande quantidade de objetos relativos à série Star Trek, entre eles, posters, plantas e maquetes de naves, desenhos realizados por desenhistas curitibanos, livros, tricorders, pingos, etc. Mas a idéia original do Zona Neutra não foi esquecida e passa a ser o nome oficial do nosso fãzine que também possuía um encarte interno mais livre denominado Maqui repórter. Talento e idéias originais não nos faltaram.
Animados pela quantidade de interessados que assinaram o livro de presença dessa exposição, os integrantes do clube decidiram voltar a atuar como tal, mas as dificuldades eram muitas, as pessoas poucas e o tempo disponível menor ainda.
 
PRIMEIRA MEGA CONVENÇÃO DE JORNADA NAS ESTRELAS
 
Com o passar dos meses em 1995 resolvemos organizar um mega evento na cidade com o intuito de convidar outros clubes nacionais relacionadas ao tema. Assim surgiu a 1ª Mega Convenção de Jornada nas Estrelas e a 45ª reunião da Federação dos Planetas Unidos.
Nesse mesmo mega-evento também trouxemos a atriz paranaense Sandra Grando (que atuou na época em Deep Space Nine e Next Generations como atriz figurante ver http://www.memory-alpha.org/en/wiki/Sandra_Grando) e isso ocorreu antes da vinda de George Takei ao Brasil, portanto a Federação foi o primeiro fã clube do Brasil a trazer do exterior um ator da série, mesmo que não tão conhecido. Também convidamos os dubladores Guilherme Brigs e Silvia Salustiano (ambos do Rio de Janeiro) que dublavam respectivamente Worf, Quark e Jadzia Dax recomendados por Cristina Nastasi, presidente do fã clube carioca Jetcon e Aldo Novak então vice-presidente do grupo Frota Estelar Brasil de São Paulo.
Na verdade Sandra Grando quando soube de nosso evento aqui em Curitiba, possivelmente através de seus parentes paranaenses, telefonou de Los Angeles interessada em participar e chegou a baixar seu cachê de 5.000 mil dólares para 1.500 reais, pagos pela Fundação Cultural de Curitiba, através da Gibiteca de Curitiba (1.000 reais) e pela Federação dos Planetas Unidos (500,00 reais) – veja documentos. Sandra também recebeu da Federação uma pequena homenagem, um troféu feito em rocha polida e anel de prata lembrando o Planeta Saturno (veja fotos e documentário) entregue pelas mãos de Terezinha Aparecida Lima, patrocinadora exclusiva do troféu (veja foto). Vale ressaltar que entre o público presente também estavam os antigos membros da Federação que naquele período eram integrantes do Sol Sector usando camisas exclusivas de seu grupo.
Sandra Grando ainda teria participado do Programa do Jô (na época exibido pelo SBT), mas a Frota na época que também queria levá-la ao programa não permitia que algum membro da Federação fosse acompanhá-la. Eles queriam apresentar-se com ela como se a tivessem trazido, visto que ofereceram a passagem aérea Curitiba-São Paulo. Como ela não concordou sem minha presença, por achar antiético o processo nunca ocorreu. Ela também concedeu várias entrevistas a telejornais locais e a jornais paranaenses e nacionais (ver matérias jornalísticas).
 

SEGUNDA MEGA CONVENÇÃO DE JORNADA NAS ESTRELAS
 
Em 1996, comemorando os 30 anos de Star trek promovemos nossa segunda Mega Convenção de Jornada nas Estrelas, “A Saga Borg”, onde exibimos o filme duplo da Next Generations “O Melhor de Dois Mundos” onde contamos com a participação de Cristina Nastassi presidente do JetCom, e novamente de Aldo Novak vice presidente da Frota Estelar Brasil e Paulo Maffia, editor da Abril Jovem, que atualizaram os presentes sobre tudo no universo trekker. Nessa ocasião também lançamos em VHS o documentário especial feito pela Federação dos Planetas Unidos onde narramos e evidenciamos toda a história do universo Star Trek até aquele momento (ver DVD 01).
Ainda fizemos várias reuniões públicas, exposições na Gibiteca e no Clube de Campo Santa Mônica.(ver CDROM)
Entre nossas aventuras vale destacar que vários membros da Federação ainda puderam participar ativamente e representativamente durante as convenções do Capitão Sulu (George Takei) com cerca de 200mil pessoas, de Darth Vader, também próximo dos dois mil participantes e do Capitão Spock (Leonard Nimoy), que por motivos de força maior, aceitou a participação de apenas mil pessoas, realizadas alternativamente em São Paulo pelos clubes Frota Estelar Brasil e Arquivo X Brasil antes do término de suas atividades.(ver fotos no CDROM)
Lembro também que Brent Spiner (Data) esteve no Brasil financiado pela Paramount para divulgar o lançamento do sétimo filme para cinema lançado no Brasil, mas por conta de uma funcionária da UIP (United International Pictures) - hoje mais poderosa, também conhecida pelos trekkers paulistas (digo brasileiros) como Rainha Borg - ver documento em anexo, o ator americano ficou confinado ao Hotel Copacabana Palace e incomunicável pelos fãs brasileiros. Spiner só soube da falcatrua quando um dos jornalistas que o entrevistou na única coletiva de três dias confinado no Hotel, que também era fã da série (do JetCom). Graças a isso o JetCom conseguiu algumas fotografias mas lamentavelmente não pode promover nenhuma convenção com a presença do ator como era desejo da Paramount americana. Veja em DVD anexo a entrevista exclusiva que Spiner cedeu ao jornalista trekker do JetCon no saguão do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, que na época também foi exibida pelo HBO.
O JetCom chegou próximo de ser tão grande e conhecido como a Frota Estelar e mereceria mais atenção. Suas convenções chegaram a reunir mais de 800 pessoas. Não nos esqueçamos também deles.
Outra curiosidade não menos importante foi descoberta pela federativa e jornalista Telma Nardes. Ela descobriu que Willian Shatner é Rosacruz e como tal foi convidado a vir a Curitiba para conhecer o magnífico templo situado em nossa cidade, onde consta sua assinatura no livro de visitas daquele local (veja matéria entrevista e assinatura do ator no fanzine Zona Neutra em anexo). Ele estava de férias “ocultas” na Bahia com sua esposa e desviou seu passeio para Curitiba para conhecer os Templos (que por sinal são lindas réplicas egípcias em tamanho menor, naturalmente), no bairro do Bacacheri, onde também existe uma múmia verdadeira doada pelo Egito.
 

TERCEIRA TEMPORADA DA SÉRIE CLÁSSICA DUBLADA
 
Graças a trekker Terezinha Aparecida Lima e ao advogado e colecionador Gilberto Patriota conseguimos fazer a redublagem da terceira temporada da série clássica. O Gilberto Patriota tinha interesse em ter a terceira temporada (na época inédito por aqui) para comercializar com seus clientes e nós tínhamos a dublagem e interesse em ter os episódios remasterizados. Dessa forma unimos o útil ao agradável e ao final todos saímos lucrando.
Algumas pessoas ficaram intrigadas de como consegui filmagens das dependências da nave sem ninguém e sem pausá-las em uma época que não existia edição digital. O segredo veio justamente de uma entrevista com um dos produtores das séries de Star Trek, explicando como eles haviam feito para filmar naquele período de a Nova Geração (Next Generations) uma cena interna da Enterprise da série Clássica para o episódio “Relics”. Na entrevista, indicavam que capturaram apenas dois ou três segundos iniciais de uma filmagem da ponte, antes de abrir uma porta, por exemplo, em um episódio em que um dos tripulantes se achava sozinho dentro da nave. Adotei a mesma técnica quando trabalhava em televisão e tinha acesso a equipamento de edição similar. Consegui inclusive muitas cenas a mais do que eles (corredores, enfermaria, janelas, engenharia, sala de transporte) e que utilizamos em nosso documentário. Todas as imagens possuem mais de 10 minutos cada e foram editadas MUITAS vezes emendando-se dois ou três segundos. Façam o cálculo de quanto tempo fiquei fazendo isso (eheh).
 
E A SAGA CONTINUA
 
Contar uma história sozinho é apenas contar um ponto de vista, uma versão. Com o depoimento de vocês fica mais evidente e completa do que apenas escrita por mim. Obrigado por sua compreensão nesse sentido compartilhando suas lembranças comigo.
Percebam que isso funciona como quando assistimos a uma matéria de telejornal. Conhecemos apenas um ponto de vista totalmente subjetivo. Quando você procura assistir vários jornais falando da mesma notícia é que você percebe partes omitidas ou adicionadas e então você acorda para o mundo concluindo que tudo é um enorme livro aberto onde alguns escrevem o que nem sempre é a verdade mas que muitos iram ler e acreditar. O jornalismo nada mais é do que uma boa ficção ;-)
Passamos por muito e por mais difícil que parecesse atravessamos todos juntos. Sempre pude contar com vocês e por isso agradeço de coração a cada um dos integrantes da Federação dos Planetas Unidos, sejam federativos, sejam klingons, sejam ferengis, sejam vulcanos, romulanos, andorianos, orianos, sejam dissidentes ou o que forem, que de alguma forma participaram e ainda participam dessa jornada, pois nunca deixaremos de ser trekkers. Obrigado por terem dividido esse sonho comigo, obrigado por vocês existirem.
Caro Carlos:
Estava lá na casa da comadre Yáscara, naquela época um apartamento muito aconchegante, quando fui apanhado de surpresa com a notícia, vinda dela, de que haveria uma reunião dos fãs de Star Trek. Não me lembro quando foi isso, mas já faz um tempão...
Chegamos lá e vimos várias pessoas, como nós, ansiosos por saber o que iria acontecer. Vimos filmes da série original, respondemos perguntas sobre qual o primeiro episódio de Jornada nas Estrelas a ser televisionado, que, para quem não sabe, era “O Sal da Terra” e fizemos vários amigos, que, apesar de não nos vermos muito, serão sempre considerados amigos do peito.
É isso o que eu tinha a dizer.
Vida longa e próspera!
Renato Nascimento
 
Lembro do primeiro encontro, quando o fã-clube ainda era para ser uma subsidiária da Frota Estelar Brasil de São Paulo... a apresentação do Auditório Brasílio Itiberê foi divertida e promissora, um contato com o mundo trekker em uma época em que a série havia voltado à TV (na extinta Rede Manchete) mas que não parecia ter muitas perspectivas de futuro por aqui… afinal isso foi antes da explosão das TVs à cabo e apenas uns poucos episódios da Nova Geração estavam disponíveis em fita VHS.
Aquele foi apenas o ponto de partida, um gatilho que motivou o encontro de um grupo de pessoas que iria crescer e fazer tantas coisas… se encontrar muitas vezes, dividir idéias e possibilidades, assistir fitas e fazer uniformes, além de realizar convenções… enquanto o mundo de Jornada nas Estrelas crescia e se alterava também, à distância.
Tudo isso mudaria com o tempo, e hoje todos podemos não apenas ver a totalidade das séries e filmes passados no nosso futuro favorito, como também temos a oportunidade de adquiri-las em DVD e guarda-las em nossas coleções.
No decorrer desses anos o fã-clube permaneceu como um dos focos de contato com esse mundo fictício, que continuou conforme os encontros diminuíam de freqüência e persistiam cada vez mais só as amizades surgidas a partir dessa afinidade com um universo que pode ser irreal, mas que continua a ser um lugar que todos conhecemos em nosso imaginário.
O tempo passou e muitos nem entram (ou querem entrar) em seus uniformes da Federação… mas esse futuro ainda está lá em nossa imaginação, assim como as lembranças de nossos anos no fã-clube continuam lá em nossa memória…
Vidal Costa
 

10 LINHAS PARA 15 ANOS
 
 Parece pouco para tanto tempo, mas algumas vezes é muito para escrever como uma simples lembrança.  Desempenhei alguns papéis nessa
"Federação" durante alguns anos, alguns interessantes outros estressantes. Fui um editor, um trekker, um amigo (para alguns) e inimigo (para outros).
 Tivemos bons momentos e fizemos algumas ondas neste lago que incomodaram gente grande, podemos nos gabar de boca cheia. Fizemos a primeira convenção Trekker no país com uma atriz de um dos seriados Star Trek, um marco na história de qualquer fã-clube que se preze. Posso afirmar que editei alguns exemplares de um fanzine que me deixou "satisfeito com o serviço". Demos risadas e passamos frustrações.
 Uma descrição daquela época para mim seria: Aqueles momentos foram vividos dentro da lógica vulcana, sentidos com a paixão klingon, com fãs aparecendo como tribbles nas convenções e recebendo nossos phasers de inspiração.
 É lógico. Afinal, sou um trekker não um médico Jim!
Andrew S. Vaz
 

Certo dia, o Marco contou-me que a Angela havia conhecido dois rapazes que faziam parte de um fã-clube de Star Trek, aqui de Curitiba.
Disse-me que eles se reuniam todo mês para assistirem séries de ficção e que os membros tinham até uniforme.
Achei o máximo! Adorei! Fiquei ansiosa para conhecê-los.
Cada membro trouxe sua história, mostrou seu lado alienígena, comportou-se e identificou-se com um ator ou atriz de algum dos seriados, como eu, que assim que decidi fazer um uniforme, me identifiquei com a Conselheira Troi.
Aquele dia, em que andamos pelo centro de Curitiba, uniformizados e fomos até o Shopping Curitiba e demos até autógrafos, não foi demais?
Pude acompanhar o Carlos e o Marco, fazendo montagens dos DVD'S, onde os mesmos contam nossa história, mostram os anos se passando e nossos gostos e hobbies sendo transmitidos e até mesmos curtidos pela Nova Geração: Nossos filhos!
Parabéns, Carlos!  Por sua dedicação em cada encontro, em cada convenção. Pode ter certeza que está sendo admirado por muitos. E cabe a você, não deixar que a falta de tempo, nos afaste.
Cíntia de Fátima Bunese
 

 Conheci o Carlos Machado em uma sessão do filme Jornada nas Estrelas - Generations, em 1995, no cine Plaza. Conversamos sobre o filme e sobre as séries e ele me convidou para participar de uma reunião da Federação. Eu fui e entrei para o grupo.
 Numa época sem as facilidades que a internet nos proporciona hoje, era muito legal nos reunirmos uma vez por mês para assistirmos aos episódios em VHS que eram gravados e enviados por amigos que viajavam ou moravam no exterior.
 Como fato curioso, lembro de uma convenção que realizamos no cine Ritz, na rua das Flores. Estávamos todos devidamente uniformizados e descemos em grupo com nossos uniformes da Frota pelo calçadão da XV até o MacDonald's. Nem é preciso dizer que chamávamos a atenção de todos. O mais interessante e inusitado foi quando estávamos dentro da lanchonete comendo nossos big macs e a TV começou a exibir uma reportagem sobre Star Trek. As pessoas nas mesas próximas da nossa olhavam para a tela e viam o Kirk, o Spock e o resto da tripulação da Enterprise e depois olhavam prá gente, como se não acreditassem no que estavam vendo. Foi hilário e inesquecível.
 Um abraço,
Marden Machado
 

ZÉ TREK MEMORIES OU “COMO DESCOBRI A FEDERAÇÃO DOS PLANETAS UNIDOS”
 
Eu era um trekker solitário do interior, vivendo das migalhas que a televisão e as videolocadoras ofereciam, e sonhava em um dia conhecer criaturas semelhantes a mim. Sabia que tais seres deveriam existir em algum lugar não muito distante, e pacientemente esperava a oportunidade de fazer “primeiro contato”.
Foi então que, na data estelar de 1992 uma tia residente em Curitiba, ao ler a Gazeta do Povo, surpreendeu-se com uma foto de um bando de malucos trajados e maquiados de maneira bem peculiar. Ela prontamente mandou a página do jornal pelo correio para seu sobrinho. A reportagem que acompanhava a foto revelava o nome e o telefone do sujeito responsável por organizar a turma. Vocês sabem de quem eu falo.
No ano seguinte, eu já morava em Curitiba, e mantinha a página do jornal com o número de telefone cuidadosamente guardada esperando a hora certa. Em algum momento do ano de 1995, fiquei sabendo da exposição de “Jornada” que estava havendo na Gibiteca. Fui. Lá eu vi uma cena inesquecível:
Desleixadamente encostado em uma parede, um sujeito usava o uniforme amarelo da série clássica. Barba por fazer, olheiras e uma expressão de desânimo ele fumava um cigarro. Diante desta cena que destroçava em minha cabeça e em meu peito o que deveria ser um tripulante da Enterprise, hesitei por alguns minutos, mas criei coragem e me dirigi a ele. Não me lembro bem sobre o pouco que falamos, mas me lembro que ele não se desencostou da parede. Na verdade mal se mexeu, me olhando com o canto de um olho e economizando palavras. Achei melhor me mandar dali.
Passaram-se alguns meses, e às vésperas da estréia de “Generations”, eu sabia que haveria algum evento trekker no lançamento do filme. Finalmente assumi uma postura e liguei pro cara. Eu não queria mais ficar de fora. Expliquei pra ele a interessante história e como eu descobri o número dele, que não se lembrava de mim, claro, e começamos a conversar sobre “Jornada”. Foi a minha primeira típica conversa telefônica com o Carlos – 3 horas falando sobre Star Trek.
Fui à estréia do filme no Cine Plaza, conheci o pessoal e o resto é História.
José Henrique Saraiva, Curitiba, 12.11.2007
 

Pois é, fucei minha memória, mas não me recordo como descobri a Federação. Mas me lembro que tinha o endereço do Carlos Machado em mãos, fiz uma porrada de desenhos e enviei a ele. Num belo dia o Carlos me ligou e ficamos batendo papo. Depois, comecei a freqüentar as reuniões.
Uma reunião de trekkers é um misto de surrealismo misturado a frustrações egoespaciais. Vi muita discussão de bando de marmanjos se auto intitulando “donos do saber Star Trek” a respeito dos mais variados e “esclarecedores” assuntos. 
Agora, a cena mais engraçada foi uma discussão que acabou em ofensas pessoais em que o tema era o funcionamento do motor de dobra espacial da Enterprise.
Outra coisa hilária foram as dores de barriga do pessoal que misturava anilina no guaraná para obterem a cerveja Romulana.
Antonio Eder Semião
 

 Eu só conhecia a série por reprises, mas o Antonio (Eder) me falou de um grupo que se reunia na Fundação Cultural de Curitiba e fui lá curioso, ver qual era a desse povo. Era mesmo estranha aquela gente fantasiada...mas ver os filmes num tempo em que o VHS não ajudava e a TV mal exibia aquele conteúdo todo, aquelas sessões eram muito excitantes à imaginação de um adolescente que estava descobrindo os encantos da FC.
 Certamente foi conspirado: num belo dia de reunião fui sorteado e ganhei uma camisa vermelha do uniforme. Daquelas que os coadjuvantes anônimos usavam antes de morrer...
 Daí não houve mais volta e passei a me espremer junto aos demais no sofá da sala do Machado (o capitão) por uns bons anos... Eu me recusava a usar a camisa senão como pijama, afinal, ela era um número maior do que o meu. Mas sempre admirei a coragem desse povo que tinha a audácia de queimar a cara de um jeito que eu nunca fui capaz. Mesmo sendo um deles. 
José Aguiar
portfólio: www.joseaguiar.com
textos: www.omelete.com.br
 

MINHA PARTICIPAÇÃO NA FEDERAÇÃO DOS PLANETAS UNIDOS
 
Meu primeiro contato com a Federação foi em 1994, quando fui a uma exposição na Gibiteca de Curitiba. Lá estavam o Carlos Machado e alguns outros membros do fã-clube, alguns vestidos com réplicas de uniformes das séries Clássica e Nova Geração, o que, confesso, muito me impressionaram. Não me lembro o porquê, mas, na confusão, acabei esquecendo de pegar os números de telefone do pessoal (naquela época pouca gente tinha acesso a e-mail), e acabei perdendo o contato com eles.
No ano seguinte, através de um colega de trabalho, que sabia da minha mania por Jornada nas Estrelas, fui apresentado ao Vidal Costa, que eu já conhecia de vista da UFPR, mas nem sonhava que ele também fosse fã de ficção científica. Ele, por sua vez, conhecia o Carlos, ao qual fui reapresentado, e que me convidou pra ir a sua casa, pra uma reunião da Federação. Lá estavam algumas pessoas já conhecidas daquela exposição do ano anterior, além de outras. Senti-me muito bem por estar entre outros “iguais”, pessoas que, como eu, não tinham vergonha em admitir que gostavam de Jornada nas Estrelas e ficção científica em geral.
Daí em diante minha participação no fã-clube foi, penso, bem ativa, dentro das minhas disponibilidades de tempo e dinheiro, e participei de diversos eventos, principalmente depois que encomendei um uniforme de oficial da Nova Geração:
2 exposições de memorabilia na Gibiteca; 1 exposição de modelismo no clube Santa Mônica; 2 mega-convenções em Curitiba (em 1995 e 1996), sendo que na primeira tivemos a participação da famigerada atriz paranaense Sandra Grando. Na segunda, devido ao desinteresse da imprensa curitibana, fomos promover o evento na rua XV de Novembro e avenida Luiz Xavier, quando aconteceu uma cena hilária no MacDonald’s da Boca Maldita: um pentelhinho deu de cara com o Fábio, vestido de klingon, assustou-se e saiu correndo pro outro lado, quando acabou chocando com o Luís Ribas, vestido de ferengi, hehehe!
Ainda participei de diversas entrevistas pra canais de televisão locais; o nosso famoso documentário, em 1996; meia dúzia de convenções do fã-clube Frota Estelar Brasil, sediado em São Paulo, a partir de 1995, incluindo aquelas em que participaram George “Sulu” Takei em 1996 e Leonard “Spock” Nimoy (em 2003).
Em 1996 também participei, com o Carlos e o Luís Ribas, de uma Bienal do Livro, também em São Paulo, promovendo o lançamento da edição brasileira da obra “A Física de Jornada nas Estrelas”, visto que tínhamos colaborado com as expressões trekkers, oportunidade em que conheci o músico e trekker Zé Rodrix.
Outro evento do qual participei, com a Terezinha, em 1997, foi uma festa de funcionários da filial curitibana da empresa multinacional Philip Morris; festa a fantasia pra inauguração do espaço Stage (em 199?) e o casamento trekker do Carlos e da Eliana, no qual fui de uniforme, em maio de 1997.
Recentemente, ainda participei de três exposições de memorabilias sobre Star Trek, Star Wars e filmes de ficção científica em 2006 e 2007, todas nas Livrarias Curitiba do Shopping Estação em companhia de Luis Emilio Tinel, Vidal Costa, Carlos Alberto Machado, Marden Machado e outros membros da antiga Federação dos Planetas Unidos.
Roberson Mauricio Caldeira Nunes
 

UM BREVE RELATO NO TEMPO
 
 Desde muito pequeno fui influenciado de várias formas por meus irmãos. Jornadas nas Estrelas me fascinou desde que tive o primeiro contato, e talvez tenha derivado meu gosto também para outras coisas boas da vida. De modo especial tudo que diz respeito à ficção científica tem me proporcionado ótimas experiências. Depois de assistir vários episódios da Série Clássica e também da Nova Geração, muitos deles me fizeram refletir e então chegar à conclusão de que realmente não podemos estar sozinhos no Universo. Isto seria muita pretensão!
 Fui convidado pela minha irmã à participar da Federação e já na 1ª Convenção lá estávamos nós felizes e devidamente uniformizados. Um fato que eu lembro bem foi que a Frota Estelar de São Paulo estava em Curitiba e seríamos parte do clube (como filial), mas também creio que talvez não tenha dado certo porque não éramos somente um "grupo de pessoas" e sim muito mais que um time bem organizado. Imagino que isso deva ter assustado um pouco o pessoal de São Paulo, que talvez não imaginasse encontrar algo tão bem preparado.
 Infelizmente, por várias razões pessoais não pude ser um membro tão ativo como gostaria, mas ainda me sinto muito parte deste seleto e inteligente "clube". Também pude comparecer em algumas ocasiões para assistir aos filmes e conversar sobre o tema com várias pessoas, o que me fez crescer muito e passar a refletir sobre muitas coisas boas.
 Agradeço sempre a possibilidade e oportunidade de participar e desejo-lhes Vida Longa e Próspera!
João Carlos de Aguiar
Atenciosamente / Saludos / Regards
_________________________________
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email: joao.c.aguiar@exxonmobil.com
 

PRIMEIRA MEMÓRIA
 
Minha primeira memória da Federação vem de um dia normal, um domingo qualquer, em que eu estava fazendo absolutamente nada... Estava em casa e a campainha soou. Fui atender, e lá se encontravam dois rapazes que eu nunca havia visto antes...Carlos Machado e Roberson M. C. Nunes...
Minha tia havia falado com a mãe do Roberson e comentara que sua sobrinha gostava de Jornada nas Estrelas.  Então, eis que o Roberson falou que havia uma garota, que coincidentemente morava perto de sua casa, que parecia gostar de Jornada nas Estrelas. Eles resolveram vir até minha casa para verificar a verdade do que minha tia havia falado. Seria eu uma fã?
Fui atender e, como qualquer pessoa na mesma situação, eu disse... “-Pois não?” O que eles disseram, então, me falta à memória hoje, mas deve ter sido algo como "Vida Longa e Próspera”. Eu somente sei que a conversa foi totalmente de Jornada nas Estrelas. Sentamos a mesa, minha mãe, meu pai, o Roberson, o Carlos e  eu e nos pusemos a falar sobre tudo o que se poderia falar de "Star Trek".
Algo que eu posso lembrar desta aventura é que tanto o Carlos quanto o Roberson são pessoas muito queridas, de quem eu vou recordar sempre e que não há nada que possa apagar esta memória.
Esta amizade, assim como a de tantas outras que eu vim a fazer depois (Fábio, Eliana, Yáscara, Francisco, Kelvin, Alex, Renato, entre tantos) é eterna e inesquecível.
Angela Silvia Bunese
 

Depois de muitos tempo assistindo sozinha aos únicos episódios de Star Trek TOS que passaram na TV [Rede Bandeirantes] e que eu gravara, finalmente, no final 1993 descobri que havia em Curitiba um clube de fãs da série, chamado Sol Sector. Depois de participar de uma ou duas reuniões, confesso que no geral, acabei não gostando muito do ambiente. Conversando com uma das poucas pessoas acessíveis de lá, descobri que alguns membros haviam se afastado e fundado outro clube. Na verdade fui informada dessa maneira.
Foi assim que fiquei sabendo da Federação dos Planetas Unidos e algum tempo depois consegui falar com o Carlos e fui à uma das reuniões. Gostei muito mais do ambiente da Federação do que do outro, menor e mais tranqüilo, cada membro conhecia todos os outros, ou seja, as reuniões eram mais encontros de amigos do que outra coisa.
Apenas agora, quinze anos depois foi que descobri o incidente. Que o Sol Sector é que fora uma dissidência e não o contrário.
Quanto ao troféu entregue a atriz paranaense Sandra Grando, nem lembro se a idéia toda foi minha. Foi? rsss Enfim, a idéia do planeta sei que foi porque adoro o planeta Saturno. Claro que também sou fascinada por Marte e Júpiter, mas Saturno, com aqueles anéis, tem muito mais presença. Chamaria mais atenção. Então procurei na época alguém que trabalhasse com metais e encontrei um rapaz que fez o belíssimo trabalho.
Terezinha Aparecida Lima
 

MINHAS QUASE 10 LINHAS
 Estou virando a memória há tempos tentando lembrar onde foi que eu fiquei sabendo da FPU: em um zine, uma convenção da Frota ou em uma convenção da própria FPU naquele cinema ao lado da C&A... De qualquer maneira, vi o endereço para correspondência (e-mail naquela época era muito raro) e escrevi.
 Eis que um belo dia (acho que foi em 94 ou 95) me liga o Carlos. Fui avisada do churrasco de final de ano na casa da Yáscara e acabei indo. Para alguém que sempre foi extremamente tímida, até que ST me ajudou :)  Quando cheguei, a Angela também estava chegando, outra "novata". Na saída acabou a luz na casa da Yáscara e o portão teve de ser aberto "manualmente" (acho que foi o Renato que tirou dos trilhos).
 E meu irmão, que foi me buscar tendo acabado de chegar do exterior, me cumprimentou assim : "Hey, Trekkie". (mais tarde eu o corrigi pedindo para que ele usasse o termo Trekker :) )
 Outras coisas marcantes - ai, vai passar de 10 linhas!!! - foram as idas para SP para as convenções da Frota e a Mega convenção daqui, onde fomos chamados de Jaspion a Capitão América quando passamos pela Rua XV "a caráter", o Francisco (ChicoTrekker todo de azul e com antenas!) assustou uma criança no McDonalds e, claro, o passeio na Feirinha - ciceroneando o Aldo Novak - onde chamamos mais a atenção do que a mulher que se veste de papel de bala!
 É claro que gostei de ter encontrado a FPU e participado, senão não estaria aqui tentando colocar em 10 linhas esta fase e sim tentando esconder este meu lado negro :D 
 Brincadeira, não tenho porque esconder que gosto de ST e fico p* quando chamam o Spock de Doutor!!
Maria Alice Aguiar
 

 Não me recordo de como soube da Federação, talvez algum cartaz na Lima Hobby ou de algum amigo que sabia de meu interesse pela série Jornada nas Estrelas.
 Mas não importa, o importante era o alto astral das reuniões, das novidades da série que tanto gostávamos e agora estava na guarda de outra tripulação, a da Next Generation. Era uma época em que a série quase não passava em canais abertos e a TV a cabo ainda não chegava a todas as residências. Era inicio dos anos 90 e a dificuldade de saber o que estava acontecendo com a nova série "Next Generation" era grande, pois a facilidade da internet como hoje ainda não tínhamos.
 Com o decorrer do tempo me envolvi com a "tripulação" da Federação através de montagens de kits de naves e com minha esposa costurando uniformes para o pessoal. Junto veio a amizade com os membros da tripulação, estes formados por novos amigos e também o reencontro com velhos amigos do CEFET.
 Mas o tempo não para e a vida nos cobra a atenção para outras tripulações, outras jornadas, novos céus. E mesmo longe ainda é bom saber que a jornada da Federação continua, sempre nas mãos competentes de seu comandante Carlos Machado.
 Novos membros surgiram, alguns antigos continuam, mas sempre é feliz o encontro quando há a oportunidade.
 Vida longa e próspera a todos que estão presentes e aos que estão longe.
Frank Willyans Chmyz
 

Desde que me entendo por gente, gostava de Star Trek.
Quando pequena não me deixavam assistir aos filmes da série devido ao horário em que eram apresentados – perto da 22h00 – e também porque achavam que tinha temática muito adulta (uns beijos miseráveis e alguns golpes de luta, além de alienígenas sendo desintegrados eram a tal da “temática adulta” – fazer o quê... eram outros tempos...).
Sorte minha que existiam as reprises! Isso foi me alimentando até a maturidade, onde percebi que esse meu interesse por Ficção Científica em geral e pelo universo de Star Trek em particular me faziam uma pessoa um pouco diferente, mas nunca única: haviam outros “loucos” afinal... porém não aqui na minha cidade.
Bom, isso era o que eu imaginava.
Meu contato com a Federação surgiu de uma maneira meio inusitada.
Saindo de uma loja com uma amiga, fomos nos encontrar com o marido dela. O marido chegou com um colega de trabalho a tira-colo. Apresentou-nos e disse: “Veja, esse é aquele outro doido que eu te falei, aquele que trabalha comigo e tem até os mapas de nave de Jornada nas Estrelas, de tanto que gosta!”
O “doido” era o Andrew.
Começamos a conversar ali mesmo no meio da rua, discorrendo sobre episódios, personagens e piadas particulares “trekianas” – e o casal de amigos meus só olhando e – decerto – imaginando: “que língua será que estão falando?”
Ele me falou de um grupo. Me disse que esse grupo estava para se reunir e ver filmes da Série. Que trariam filmes ainda inéditos. Se eu me interessaria em ir, talvez...
Puxa vida!
Não apenas UM “maluco” (dois, comigo), mas um grupo inteiro deles?! E com filmes inéditos, ainda por cima? Era bom demais pra ser verdade...
Fui. Conheci o grupo. Acompanhei seu crescimento, sua evolução, seu desmembramento e sua continuidade. Participei de reuniões, exposições, palestras, festas, projetos e convenções, quer fossem em locais públicos, quer fossem dentro da residência de seus membros. A idéia era sempre a mesma: a divulgação da Série e da Ficção Científica em geral. Ajudei no que pude, me diverti muito e fiz grandes e profundas amizades que perduram até hoje. Lembro até que o primeiro “passeio” de meu segundo filho (recém-nascido) foi uma reunião pública num domingo à tarde.
Percebi que o “treker” tem um perfil com várias características em comum, não importa o ramo de atividade que ele abrace. O otimismo, a curiosidade, a responsabilidade, a persistência e a busca pela tolerância são pontos comuns entre nós. Essa era a imagem de futuro que Gene nos passava; quem se identificava com ele, virava fã – e era para a vida toda.
Assim como percebi que a Ficção Científica, ao invés de ser uma porta para a alienação – como muitos dizem – é um exercício diuturno de imaginação e elasticidade mental: somos melhores na medida que podemos aceitar que coisas diferentes e desconhecidas também possam ser boas.
Resumidamente, participei desde o primeiro ano desse grupo; e digo que foi, tanto em termos afetivos quanto culturais, uma das melhores aquisições que fiz na vida.
Parabéns, Federação!
Parabéns a nós todos!
Yáscara Albuquerque
 

 Há muito tempo atrás, em uma casa não muito distante.....
 Claro que não poderia ser uma galáxia, mas de qualquer forma foi interessante observar todo o caminho que percorremos até aqui. Na época o acesso às informações ou a séries, só era possível através de revistas que mal chegavam aqui ou através de poucas pessoas que eventualmente alguém tinha contato e que traziam material para todos.
 Éramos apenas um grupo de pouco mais que meia dúzia de pessoas com algo em comum, a paixão pela Ficção Científica.
 Na época eu fui convidado pelo Andrew para ir à casa de um amigo que gostava de Ficção Científica. Achei interessante e fui com ele conhecer os outros "malucos" da turma. Jamais imaginei que acabaríamos chegando a fazer um clube mesmo e chegaríamos até o ponto de termos reuniões mensais com apresentações públicas.
 Se olharmos no passado, iremos descobrir que a própria história deste nosso clube parece um grande épico como qualquer grande superprodução. Tivemos sonhos, vitórias, sofremos derrotas, houveram intrigas, tentativas de golpe de estado, pessoas que defendiam os ideais de Jornada nas Estrelas como se fossem algo real e tangível, pessoas que queriam apenas lucrar com o negócio, pessoas que só pensavam em si mesmas. Enfim, de tudo um pouco e se fosse romanceado e colocado no espaço, realmente daria um senhor filme, até mesmo uma série.
 Existiam pessoas que estavam pela diversão, outras que estavam porque se sentiam solitárias e ali podiam ser elas mesmas, pessoas que tentavam manipular pessoas, pessoas que colocavam suas necessidades pessoais de lado pelos outros. Mas acho que teve uma pessoa que foi a verdadeira fundação e sem a qual não estaria escrevendo isto hoje.
 Carlos Alberto Machado, ufólogo, fã de ficção científica. Foi ele que inicialmente cedeu o espaço para todos, quem colocou em prática tudo o que foi idealizado, quem corria sempre atrás para conseguir fazer as coisas darem certo. Se podemos falar hoje que fazemos parte de um clube foi graças a ele. E por mais que alguém ache que fez grande contribuição para tudo o que foi conquistado, ele foi o único que sempre estava correndo atrás das coisas, que sempre estava divulgando, conseguindo espaço, procurando oportunidades.
 Basta pensarmos no documentário. Quantos de vocês sabem que ele foi o primeiro feito por um clube de Jornada nas Estrelas no mundo da maneira o mais profissional possível e apenas por pessoas comuns?
 Acredito que esta celebração que estamos fazendo neste momento seja o momento ideal para dizermos: Obrigado Carlos, se não fosse por você não teríamos chegado tão longe e ainda amigos. Que o diga o pessoal da Frota Estelar. O simples fato de termos chegado aonde chegamos na época foi uma coisa impensável para a maioria dos clubes de aficionados em F.C. Afinal de contas, não fosse por isto talvez eu jamais soubesse como fazer algo assim é tão difícil, e como acima de tudo, independente de qualquer desejo pessoal, conseguimos reforçar e conquistar o que os seres humanos procuram a vida toda, ter amigos em quem possamos confiar, mesmo que as vezes fiquemos irritados com uma coisa ou outra, ou que às vezes vejamos pessoas que não conseguem enxergar um palmo à frente do nariz acharem que estão certas.
 Carlos, você foi a nossa Enterprise, na qual confiamos durante todo este tempo e que sempre nos levou aonde nenhum clube jamais esteve...
 Espero sinceramente que a Força esteja sempre com você e que você tenha uma vida longa e próspera...
 Obrigado,
Roberto Ropelato Metzger
 

Em um belo dia de julho de 1996, li uma notinha na Gazeta do Povo sobre a exibição de trailers inéditos de ficção-científica no Cine Plaza. Me interessei pelo trailer das edições especiais do Guerra nas Estrelas! Chegando lá, qual foi minha surpresa ao ver uma reunião de "trekkers" no saguão! Inicialmente achei muito engraçado!
Porém, apesar de estranhar aquele pessoal (aparentemente) maluco, vi que tínhamos muito em comum.
Ao perguntar para um camisa vermelha qualquer sobre o grupo, este prontamente apontou para o "Capitão" Carlos Machado. " - Seja bem-vindo! Nos reunimos todo 2º domingo do mês em minha casa", explicou. Na falta de um papel para anotar seu endereço e telefone, arranquei um dos cartazes do evento - que por acaso ainda está lá em casa. E foi assim que me tornei mais um membro (aparentemente maluco?) da Federação dos Planetas Unidos!".
Guilherme Conter
 

ANTES TARDE…
 
  Meu primeiro contato com a Federação foi através da Terezinha. Foi ela que me disse que tinha um pessoal promovendo uma apresentação pública ou encontro sobre o seriado Jornada nas Estrelas. Eu fui a apresentação na Secretaria da Cultura se não me engano. Confesso que o dito encontro não foi assim tão interessante, mesmo para quem vinha de uma escassez sobre o assunto de anos. É que o clima presente na reunião não era muito amistoso. Depois eu vim, a saber, que aquela foi à última reunião do grupo original da Federação antes do grande cisma.
 Como a Terezinha tinha entrado em contato com o Carlos, algum tempo depois nós fomos a uma reunião informal na casa dele e do que tinha restado da Federação. E assim tudo começou para mim.
 Quanto a algum momento pitoresco acho que tivemos muitos, principalmente vindo de um típico representante Klingon que no momento está sob disfarce. Um que provavelmente não foi registrado foi o encontro desta nobre raça alienígena com um representante circense terráqueo. Acho difícil vocês verem novamente um Klingon com um Palhaço no colo em plena Rua das Flores. [Ele se enganou, pois foi registrado sim. Veja fotos históricas, eheh]
Ká Plá
Fábio Baranovschi
 

Meu depoimento não é lá emocionante, mas serve para elucidar a dúvida de como cheguei à Federação. Era o ano de 1995. Em uma tarde de final de semana estava visitando a casa da minha mãe. Sempre fui fã de Jornada nas Estrelas e sabendo disso, minha irmã Ângela me disse que havia conhecido dois integrantes de um Fã-Clube de Jornada nas Estrelas em Curitiba, o Carlos Machado e o Roberson Nunes. Eles haviam feito uma visita para ela, não sei como chegaram lá, mas ela havia ficado bastante entusiasmada com as reuniões sobre os assuntos de ficção e ciência.
Além disso, ela também soube que nas reuniões era possível assistir episódios inéditos das séries, o que achei fantástico já que naquela época ainda não haviam sido lançados nem em VHS. Assim, combinamos de aparecer à próxima reunião e lá Angela apresentou a minha família ao pessoal, que muito simpáticos nos acolheram como amigos. De lá para cá, fiquei cada vez mais bem informado sobre o mundo de jornada, participando de convenções, lançamentos de filmes, enfim, foi fantástico!
Saudações.
Marco Aurélio Bunese
 

 O Espaço, a fronteira final. Essas são as viagens da Nave estelar Curityba, com a missão de conquistar novos mundos, novas civilizações, audaciosamente indo, onde nenhum homem jamais esteve.
 Frase já bem conhecida para os aficionados pela série de Televisão também da década de 80. Dois grandes amigos aqui de Curitiba, Carlos Machado e Túlio Paes Leme, tiveram a grande idéia de criar um clube de Jornada nas Estrelas. A notícia repercutiu aqui na capital paranaense o que deu muito certo. Muitos vieram mais tarde fazer parte do fã clube, Federação dos Planetas Unidos.
 Caros amigos, obrigado pela amizade e espero que consigamos manter vida longa em nossos sonhos, sejam eles quais forem. Um forte abraço a todos e não vamos perder contato. Os nossos canais de comunicação devem estar sempre abertos.
Kelvin Byron
 

ATENDENDO A INÚMEROS PEDIDOS (DA MESMA PESSOA), AÍ VAI!
 
Nem me lembro direito como acabei entrando no meio deste clube, só sei que os prazeres que tive lá dentro foram enormes. Muito bem lembrado por nosso Capitão, talvez agora Almirante Machado. Foram muitas maquetes, máscaras e orelhas e tantas outras contribuições que tive a oportunidade de compartilhar e acrescentar às convenções, encontros ou mesmo no dia-a-dia de todos que compartilhamos os mesmos interesses além da fronteira final.
Sim, mudei de vida, estou em São Paulo por hora, mas trago comigo todos os momentos agradáveis e por muitas vezes cômicos, como quando nosso amigo Aldo Novak quase enfiou uma câmera em minha goela abaixo quando eu estava estreando minha máscara/maquiagem/próteses Ferengi em uma de nossas convenções.
Para os que não sabem de minha atual vida, creio que são poucos ainda, apenas esclareço que depois de 36 anos de agonia e lutando contra minha natureza, me assumi como transexual e assim passei a viver minha vida como Maria Luiza e hoje aguardo minha cirurgia de readequação sexual. Não vou me alongar neste assunto porque não pertence ao tema do depoimento pedido, mas achei justo em deixar claro o meu destino.
Acredito que mais um ano e pouco estarei voltando a morar na terrinha de onde saí. Se alguém quiser manter contato, precisarem de algum material ou de alguma de minhas habilidades ou ainda maiores informações sobre minha vida, estejam à vontade para me escrever, basta pedir meu e-mail para o Almirante!
Concluindo... (para variar)... Vida Longa e Próspera!
Mª Luiza Ribas
 

Minhas memórias são vagas, mas registro que certo dia o Carlos apareceu na empresa onde eu trabalhava. Em nossa conversa descobrimos o interesse comum pela ficção científica, destacando daí Star Trek. Carlos convidou-me para participar do Grupo que estava se formando para assistirmos juntos episódios, trocar idéias, e coisas afins.
Confesso que os episódios iniciais da NEXT GENERATIONS me deslumbraram sobremaneira. Lembro de como esperava ansiosa pelos encontros. Tivemos alguns no Salão Brasílio Itiberê da Secretaria de Cultura Esporte e Turismo. Lembro que nessa época teve aquele que se achava o verdadeiro “capitão”, mas que capotou... Aliás, foi mais de um, e até uma capitã, mas mesmo essas intempéries não mudaram a tenacidade dos que ficaram firmes e continuaram o trabalho da Federação.
Lembro do meu Rômulo e do Rômulo da Yáscara, e em conseqüência do nome deles eu os chamava de romulaninhos “espiões no grupo”. Havia uma certa timidez entre eles. Também lembro da Mega Convenção que teve a participação de Sandra Grando, criou-se muita expectativa, mas a moça foi quase uma decepção.
As reuniões na casa do Carlos, ah, estas são gratas lembranças, o pessoal chegando e curtindo e contando muitas novidades. E o casamento do Carlos com a Eliana então?
Gente, ser trekker é participar de um arquétipo vivo, é estar partícipe da consciência evolutiva do ser humano pelo contexto que nos infunde as mensagens implícitas nos episódios, e, o modo transcendente que nos afeta tem um significado muito especial.
Sinto verdadeira gratidão por estar com todos vocês e de maneira sinérgica com todos os trekkers do mundo. É isso!
Oooopssss... assim vai passar de 10 linhas.... não pode dar corda, viu?
 abraço
Rosa Maria Gonçalves
 
A primeira vez que entrei em contato com um fã clube na vida (já que passei a infância construindo naves espaciais de madeira e brincando de Jedi), foi em 1995 – se me lembro bem. Era uma exposição sobre Star Trek no Centro Cultural Brasil Estados Unidos. Achei legal, apesar de gostar mais de Star Wars e STTNG que passava nas tardes de sábado na Manchete, fiquei empolgado e assinei um caderninho esperando que me chamassem para uma reunião. Passaram-se anos e nada...
Um dia achei por acaso uma loja de modelismo, Hangar 21, [agora extinta] e lá encontrei o Fábio Baranovski que me ensinou muitas coisas sobre plastimodelismo e através dele eu fui à primeira reunião da Federação dos Planetas Unidos.
No início me empolguei um monte pois quase fizemos um filme, quase fizemos um programa de tv pra falar de ficção científica etc. Cheguei a fazer em 3D algumas vinhetas [que agora estão nos DVDs] e até um trecho de estudo sobre a nave que seria utilizada no tal filme. Nada foi para frente, mas como todos sabem, o processo foi muito divertido.
Hoje ficaram as roupas, que o pessoal se estapeava para emprestar com a intenção de fazer fama em festas à fantasia. Também sobraram os amigos e a lembrança dos encontros pra ver as séries que não eram fáceis de conseguir.
Aluisio Barbosa
 
DEZ LINHAS... SORTE QUE DEZ LINHAS SÃO APENAS 10 LINHAS...
 
 O que une as pessoas? Algumas delas são unidas por laços familiares, outras resolvem se unir por entenderem que se completam e não podem viver umas sem as outras. Mas quando não tratamos deste tipo de união de homens e mulheres, quando falamos da união fraterna dos homens, isso somente é possível por causa de um ideal. E é isso que eu vejo em Jornada nas Estrelas e na Federação dos Planetas Unidos, aqui em Curitiba.
 Vejo a união de pessoas acreditarem que a cooperação entre seres de várias raças, cores, credos e históricos de vida é uma forma válida para se superar as dificuldades da humanidade, permitindo a evolução do planeta como um todo.
 Claro que isso, por si só, não supera a inigualável sensação de amizade e alegria que surge do convívio com pessoas que pensam como você, e que não se incomodam com a propagação do som no vácuo do espaço, e que desprezam o Princípio da Incerteza de Heizenberg, afinal de contas, esses assuntos podem acabar com uma boa conversa sobre Jornada nas Estrelas!
 Fico feliz com os 15 anos de Federação dos Planetas Unidos em Curitiba, tanto pelo incansável trabalho de divulgação quanto pelos inúmeros vinculos e amizades que ajudou a criar e construir!
Francisco Gonçalves [Chico Trekk]
 
Ok. Então começou assim. Anos 80. Rede Bandeirantes (ainda não era Band). Uma tarde qualquer. De repente começou a passar uma série que prendeu minha atenção de maneira arrebatadora. E me fez procurar notícias sobre o que aconteceria depois e foi interessante notar que havia até material disponível (uma amiga de escola me provia de informações de revistas que o pai dela comprava. Como a humanidade pôde viver tanto tempo sem internet). Depois disso os 3 primeiros filmes para o cinema que acabei vendo na TV. E os demais que vi no cinema.
Então, no ano do Senhor de mil novecentos e noventa e quatro, acabei assistindo uma entrevista do pessoal da Frota no Jô Soares Onze e Meia ainda no SBT e vi que tinha gente mais "maluca" por Jornada que eu. E logo depois a Primeira Convenção em Curitiba. Não vou nem me detalhar no tamanho da minha felicidade. Imagine um chocólatra na Fábrica do Senhor Wonka. Esse era eu na convenção.
Nos anos que viriam vi a cisão da Federação, gente que, sinceramente, questiono se realmente gostava mesmo de Jornada tomando as rédeas da situação e também vi seu renascimento glorioso (uau!). Mas o que mais me emociona é a aceitação, a acolhida que, não só eu, mas todos os que apareceram depois receberam por conta dos membros mais antigos.
Acabei me afastando um pouco em conseqüência dos meus ensaios (ser ator dá trabalho, acreditem!). Mas é uma alegria imensa reencontrar cada um dos membros da Federação do Planetas Unidos, seja na rua, seja em eventos como a palestra do Carlos sobre os 40 anos de Star Trek no Estação. 40 anos...Puxa! Aliás, foi um dos momentos mais felizes dos últimos anos poder revê-los naquele dia.
Tenho certeza que, além de fãs, fazemos parte de uma Irmandade e que nossa amizade continuará até o século 23 e além.
Abraços a todos.
Marcos Neves
 
Foi um período interessante. Muitos bons momentos assistindo episódios trekkers com a turma na casa do Carlos Machado ou de algum outro colega, e fazendo algumas boas amizades ao longo do caminho, com o Carlos e com outros colegas do clube.
 Lembro também de muitos bons momentos jogando Scotland Yard com alguns colegas do clube (principalmente o Chico, Maria Alice e Angela), tentando descobrir soluções para casos fictícios do grande conhecido detetive Sherlock Holmes.
 O Clube Federação dos Planetas Unidos foi uma boa oportunidade de trocar idéias interessantes com uma turma legal, principalmente enquanto estive aí no Brasil. Guardarei sempre em minhas recordações.
Alex Freitas
 

Vendo o depoimento de vocês, lembrei que em nossa segunda mega-convenção por falta de coro da imprensa em nossa coletiva marcada no hotel, resolvemos passear pela cidade vestidos a caráter para divulgar um pouco nosso evento que ocorreria no dia seguinte.
Quando chegamos ao Shopping Curitiba recordo que fomos abordados por cidadãos curiosos que solicitavam nossos autógrafos.
Mesmo explicando aquelas pessoas que não éramos atores das séries elas insistiram em receber os autógrafos lembrando que possivelmente isso seria o mais próximo que chegariam dos atores reais da série.
Aliás, não eram apenas pessoas desinformadas que insistiam em comparar-nos aos atores dos seriados. Várias vezes fomos abordados por jornalistas totalmente desinformados que além de não conhecerem a séries ainda queriam saber quem éramos na série, como se nosso ego fosse totalmente problemático e quiséssemos ser apenas um dos integrantes das séries, um dos personagens. “Que personagem você representa?” Não entendiam que estávamos representando uma idéia, um sonho, que tínhamos esperança no fim do túnel de que, talvez um dia, a humanidade pudesse ser no mínimo parecida com o que assistíamos nos filmes de Star trek. Tolos mortais ;-)
Bom, deixando a observações satíricas de lado, também lembro que uma vez uma repórter me questionou em uma entrevista, se eu achava que a realidade aproximava-se mais da série de ficção Star Trek ou de um filme de ficção tipo Blade Runner.
Respondi que no meu íntimo, o meu lado otimista preferia Star Trek, mas o meu lado realista reparava que a realidade está indo mais pro Blade Runner, ah isso tá.
Conseguimos acompanhar juntos um sonho almejado por Gene Rodemberry, cara visionário que também sonhava e não à toa recebeu o apelido de “Pássaro da Galáxia”, que como nós, aguardava um futuro mais justo, mais honesto, voltado ao conhecimento e as descobertas. Quem sabe um dia...
Há pouco tempo perguntei a mim mesmo o que nós temos de diferente (mesmo aqueles que nunca gostaram ou vestiram um uniforme) para gostarmos tanto de uma série que nos toca, que mexe conosco. Porque apenas alguns milhões entre tantos bilhões apreciamos com tanto afinco a ficção científica de Gene Rodemberry, ou a boa ficção científica? Será que enxergamos alguma coisa que outros não conseguem? Será que no fundo de alguma forma percebemos naquelas séries uma saída para as dificuldades do dia a dia que o mundo inteiro sofre atualmente? Ou apenas almejamos uma utopia inalcançável? 
Bom...sei apenas que continuo nessa luta divulgando a ficção científica de todas as formas possíveis em todas as suas nuances, como uma alternativa de amenizar as mazelas do mundo, seja em sala de aula, seja assistindo a uma série, seja recomendando para que os outros aprendam a usar sua imaginação porque como sempre gosto de repetir, citando Albert Einstein: “A imaginação é mais importante que o conhecimento”.
Só os amigos que fiz já valeram o esforço dessa jornada. Quem sabe o que o futuro nos reserva?
Beijo n’alma de todos vocês,
Carlos Alberto Machado
 
 
 
O FIM OU APENAS O COMEÇO DE UMA BELA JORNADA...
 
Nosso penúltimo trabalho foi a encomenda de canecas exclusivas confeccionada por um catarinense que estão guardadas em nossos armários, como verdadeiros troféus, para recordar os bons tempos que vivemos juntos (veja foto no arquivo de fotos) quando a tecnologia ainda era buscada. Ironia do destino somando-se as vicissitudes da vida foi justamente ela que nos separou, pois atualmente quase todo mundo possui DVD e isso facilita o acesso aos filmes e seriados. Tempo em que partilhamos de sonhos e aspirações que estarão sempre em nossas lembranças e que farão parte das histórias que contaremos para nossas gerações futuras. Mas não acabou simplesmente, continuamos a nos encontrar ao menos ao final de cada ano, para um churrascotrekker, onde confabulamos e nos revemos que costumava ser realizado na residência de Yáscara de Albuquerque e agora em algum restaurante ou churrascaria da cidade. Agora, depois de quinze anos de existência oficial (dezesseis na verdade), decidimos registrar nesses dois DVDs e no CDROM tudo que pudemos guardar e lembrar sobre nossas aventuras, aqui registradas.
Aqui está, amigo leitor trekker ou não, um pequeno registro da história dos fãs de Star Trek no Brasil os integrantes da Federação dos Planetas Unidos, clube de ficção, ciência e tecnologia criada em 1991.
 
EPÍLOGO
 
Carlos Alberto Machado continuou sua empreitada na divulgação da ficção científica como instrumento educacional em seu mestrado onde defendeu em 2000 na Universidade Federal do Paraná a dissertação “Contribuições da Ficção Científica para o Conhecimento e a Aprendizagem” que transformou-se em livro (Realismo Fantástico na Educação). Como acadêmico procura orientar ou ajudar a distância, outros colegas que estejam pesquisando temática similar. Também vem atuando em palestras na intenção de divulgação de seu trabalho. Da idéia do clube Federação surgiu outro grupo que maturado por alguns amigos e professores fundaram em fins de 2000, a Confraria de Escritores de Ficção Científica atuante até os dias de hoje e onde alguns ex-membros federativos costumam freqüentar. Diferente da Federação, a Confraria como seu próprio nome já diz, é voltada a criação de novos talentos brasileiros na arte de escrever contos de ficção, sejam de ficção científica ou não. Um de seus integrantes principais é o escritor e poeta André Carneiro, com vários livros na praça, voltados ou não a essa temática. Vários de seus membros chegaram a ser premiados nacionalmente com seus contos.
 
Curitiba, 09 de dezembro de 2007
Balcão de Trocas
Criado dia 21/02/2014
Por: alencar




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